quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Anotar é preciso...

alivie o trabalho do cérebro: use bloquinhos de anotação, com pauta e sem pauta... se necessário for, use aquele serviço do Google de armazenar documentos eletrônicos, o google Doc.

Bloco de notas, Editores de texto, arquivos de desenho... junte tudo... pegue pedaços de pequenos de papel em branco (tamanho de metade de um gibi ou página daqueles mangazinhos pequenos), escreva uma determinada situação X com o personagem Y. Escreva outra, e mais outra e mais outra.

Espalhe os papéis pelo chão (uma mesa será muito pequena dependendo da quantidade de eventos que você quer fazer). Tente pôr em ordem cronológica, e se tiver tramas paralelas, monte uma linha de papéis correndo do lado.

Veja se as sequências de eventos bolados são uma coletânea de pequenas situações contáveis em quadros tão curtinhos a ponto de poder fechar numa única história, ou se na verdade não passam de grandes descrições vagas que praticamente precisam de uma sequencia de trinta páginas para cada papelzinho (isso considerando 6 quadros por página em média!).

Se for este o caso, aí não tem jeito... é considerar essa sequencia de eventos uma megassaga, e anote de alguma maneira a ordem em que você montou esses diagramas de sequencias de eventos (fotos digitais do celular tão valendo nessa hora! passar a limpo dá trabalho, mas ajuda a reforçar a memorização da sequência e o futuro manejo de cada episódio).

Aí tem que pegar cada papelzinho (comece pela trama mais interessante, estimula o trabalho!) e desdobre aquela situação em eventos pontuais, cenas mesmo, cada quadrinho. Monte novamente seu grupo de papeizinhos anotados para espalhar, só que agora correspondendo a um único papel maior, e agora, além dos que você já tem bem claro o que quer, você tem obrigatoriamente que amarrar a trama completando as lacunas...

O duro é passar da etapa da descrição da situação para uma marcação de cena com os personagens, os diálogos, legendas se houver, ambiente da trama...